Nos finais do século XI foi fundado o mosteiro românico, que recebeu em 1110 Carta de Couto, doada por D. Henrique e D.ª Teresa. Em 1567 tornou-se a Casa-Mãe da Congregação de S. Bento de Portugal e do Brasil.
Na primeira metade do século XVII, deu-se início à grande campanha de reedificação e ampliação do mosteiro, da qual resultou o conjunto hoje existente. O início das obras filia-se ainda na corrente maneirista, mas o barroco e o rococó haveriam de triunfar nas alterações desenvolvidas nos finais do século XVII e ao longo de todo o século XVIII.
Com a extinção das Ordens Religiosas, o mosteiro é encerrado em 1833/1834 e os seus bens inventariados e vendidos. A igreja, a sacristia, o claustro do cemitério e uma parte do edifício e da cerca (passal) ficam em uso paroquial. A cerca conventual e o edificado monástico passam para mãos particulares após venda em hasta pública.


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Adquirido pelo Estado Português em 1986, vazio e em avançado estado de degradação, vê então assegurada a sua preservação e salvaguarda patrimonial.
Objecto de uma intervenção integrada de recuperação, restauro e reabilitação, e universo de múltiplas e variadas actividades culturais, o Mosteiro de São Martinho de Tibães revalorizado patrimonialmente assume-se como um museu “aberto” onde a percepção da sedimentação temporal se pode testemunhar e interpretar.


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